terça-feira, 30 de abril de 2013
ATIVIDADE 2
Olivia Porto, em seu livro "Orientação educacional: teoria, prática e ação (Rio de Janeiro: WAK Ed. 2009) observa que o educando no século XIX ocupava uma posição secundária no processo educacional: "O sucesso era sempre produto da eficiência do professor, enquanto o fracasso ocorria por conta da falta de aplicação ou de aplicação inadequada, por parte do educando em relação a seus estudos". O que se evidencia neste caso é que muita coisa mudou a partir do desenvolvimento de uma concepção a respeito da relação professor-aluno e da relação professor-aluno-família. O professor deixou de ser um mero detentor do saber e admitiu( assumiu, descobriu, refletiu a respeito) suas falhas e acertos e, porque não dizer constatou que a vida social de seu aluno deveria ser olhada como um aspecto positivo para o processo educativo. Acontece que a sociedade moderna transformou os conceitos e percepções sobre o que é educar e quem deve educar seus filhos: a família ou à escola?
De certo que esse tema se confunde muitas vezes. As contradições existentes nesse "educar" faz com que Escola, Família e Sociedade se perguntem: quem?
Num mundo informatizado, onde as coisas se tornam efêmeras; onde tudo o que é deixa de ser; onde os alunos tem a tecnologia a seu dispor, pois nasceram juntos com essa tecnologia reinante, fica evidenciado que muita coisa ficou perdida no tempo. O final do século vinte, início do século vinte e um fez com que professores, educadores em geral, muitas vezes soubessem menos do que seus próprios alunos. A sociedade da informatização acelerou o processo de aprendizagem dos jovens e deixou muito educador conservador parado no tempo, se achando sem perspectivas, sem rumo. Desencontrado.
Quando um professor, em sala de aula não consegue interagir com seus alunos, estes percebem com rapidez essa deficiência e, se hoje, com as facilidades eletrônicas em suas mãos, com a possibilidade de pesquisa instantânea, sem ao menos sair de casa, da cadeira, etc, sem a necessidade de se deslocar a uma biblioteca, fica a dúvida na cabeça de muitos profissionais: O que estamos fazendo aqui?
Será que esse educador que não acompanhou as mudanças do seu tempo (pois, enquanto vivemos, fazemos parte desse tempo) se sente desprestigiado, desorientado? é necessário que o ensino-aprendizagem seja sempre renovado. Não só para os alunos, mas também para os educadores que continuam lecionando. Acompanhar a mudança dos ventos é primordial.
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