Blog da disciplina Gestão 2, dos alunos do pólo Maracanã, com o objetivo de dialogar e refletir sobre os elementos integrantes da equipe de gestão escolar.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Atividade 3
Atividade 3) Pesquisar outros autores publicando um texto que
ressalta a importância destes profissionais na escola básica, nos dilemas da
permanência e efetivação da aprendizagem. ( Não esquecer das referências do
texto postado).
Segundo Lídia Maria Kroth, Pedagoga Orientadora Educacional da Escola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba, em Porto Alegre (RS), em seu texto disponível no site www.psicopedagogia.com.br a função do Orientador Educacional está confusa. Ainda segundo a autora, essa confusão pode ser devido às razões históricas de seu surgimento ou razões funcionais pelo fato da posição de OE ser considerada uma subclasse dentro do magistério, o que acaba gerando conflitos de papéis. Se a escola é uma instituição que tem por finalidade ensinar bem à totalidade dos alunos, o OE têm por função fundamental mobilizar os diferentes saberes dos profissionais que atuam na escola, para que ela cumpra sua principal função, proporcionar um ambiente de aprendizagem para os alunos. Ao OE cabe visualizar o aluno em sua realidade bio-psico-social, a fim de que, a partir dessa realidade orientá-lo para a autoconfiança, independência, autonomia e cooperação. Essa visualização também vai orientar o OE quando este for envolver toda a comunidade escolar no processo de educação do aluno. Esse processo se dará em duas vias, todos devem também cooperar com o OE. O OE deve trabalhar em estreito entendimento com a direção. Ainda segundo Kroth, a OE deve ser encarada como um processo contínuo e não como uma ação esporádica, quando faltam professores ou quando dificuldades maiores surgem. A orientação dos alunos em seus estudos, a fim de que os mesmos sejam mais proveitosos, ensinando-os a estudar em função do nível de ensino que estiver cursando, visto que muito dos fracassos escolares são devido ao fato dos alunos não saberem estudar, desperdiçando tempo e esforço. É do OE também a responsabilidade de possibilitar aos professores um melhor conhecimento de seus alunos, auxiliando-os num entrosamento positivo entre ambos e facilitando uma ação didática por parte dos professores. Ele atuará também junto às famílias dos alunos buscando sempre uma cooperação mais esclarecida, eficiente e positiva na vida dos educandos.
Acredito que a grande relevância dos profissionais da educação é justamente conseguir dar uma coesão entre as suas praticas e que de algum modo seja significativa para aquele aluno. Segundo Vygotsky, somos seres que dependemos da troca com o meio para aprendermos e nos desenvolvermos enquanto sujeito. Pegando então esse gancho fica a pergunta de como a escola vai conseguir criar um mecanismo que possa validar esse meio social, sua história de vida, suas peculiaridades, de maneira que consiga garantir o direito de aprender dos alunos? Segundo Milet é justamente através da pratica pedagógica do orientador educacional, que esse direito será garantido. É justamente a capacidade de “sair” da escola, e entrar no cotidiano, na comunidade, na vida dos alunos que faz com que o orientador educacional possa criar uma educação que valoriza o contexto social e assim conseguir o processo educacional. Assim o aluno então passará a ter mais interesse pois porque o assunto estará diretamente ligado com a vida dele. Podemos perceber isso na fala da autora, que diz: “dificilmente o aluno aprende, se os conhecimentos transmitidos não são significativos para ele, seja esse aluno pertencente à classe trabalhadora ou não. Mas o que se verifica é que os conteúdos programáticos, a linguagem, as normas escolares, as regras de conduta são estabelecidas em harmonia com os valores das camadas médias da população. Em nossa sociedade, qualquer que seja o lugar em que esteja localizada, qualquer que seja a população atendida, a escola veicula os padrões dominantes como sendo os padrões ideais a ser atingidos por todos, indiscriminadamente. Individualismo, competição, “modos” ao sentar e ao falar passividade, obediência e respeito à hierarquia, são algumas das imposições que a escola costuma fazer aos alunos ao contrário do espírito de coletividade, da cooperação, de espontaneidade e do respeito mútuo, características dos segmentos de baixa renda da população. Como se pode verificar, o aluno pobre está mesmo destinado ao fracasso, tal a estranheza que a escola lhe inspira (MILET, 2001, p.48-49). MILET, R.M.L. Um trabalho integrado: Supervisão Educacional/Orientação Educacional. In: ALVES, N.; GARCIA, R.L. (orgas). O fazer e o pensar dos supervisores e orientadores educacionais. 7ª ed. São Paulo: Loyola, 2001, p.57-61
Segundo Lídia Maria Kroth, Pedagoga Orientadora Educacional da Escola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba, em Porto Alegre (RS), em seu texto disponível no site www.psicopedagogia.com.br a função do Orientador Educacional está confusa. Ainda segundo a autora, essa confusão pode ser devido às razões históricas de seu surgimento ou razões funcionais pelo fato da posição de OE ser considerada uma subclasse dentro do magistério, o que acaba gerando conflitos de papéis.
ResponderExcluirSe a escola é uma instituição que tem por finalidade ensinar bem à totalidade dos alunos, o OE têm por função fundamental mobilizar os diferentes saberes dos profissionais que atuam na escola, para que ela cumpra sua principal função, proporcionar um ambiente de aprendizagem para os alunos.
Ao OE cabe visualizar o aluno em sua realidade bio-psico-social, a fim de que, a partir dessa realidade orientá-lo para a autoconfiança, independência, autonomia e cooperação. Essa visualização também vai orientar o OE quando este for envolver toda a comunidade escolar no processo de educação do aluno. Esse processo se dará em duas vias, todos devem também cooperar com o OE. O OE deve trabalhar em estreito entendimento com a direção.
Ainda segundo Kroth, a OE deve ser encarada como um processo contínuo e não como uma ação esporádica, quando faltam professores ou quando dificuldades maiores surgem. A orientação dos alunos em seus estudos, a fim de que os mesmos sejam mais proveitosos, ensinando-os a estudar em função do nível de ensino que estiver cursando, visto que muito dos fracassos escolares são devido ao fato dos alunos não saberem estudar, desperdiçando tempo e esforço. É do OE também a responsabilidade de possibilitar aos professores um melhor conhecimento de seus alunos, auxiliando-os num entrosamento positivo entre ambos e facilitando uma ação didática por parte dos professores. Ele atuará também junto às famílias dos alunos buscando sempre uma cooperação mais esclarecida, eficiente e positiva na vida dos educandos.
Acredito que a grande relevância dos profissionais da educação é justamente conseguir dar uma coesão entre as suas praticas e que de algum modo seja significativa para aquele aluno. Segundo Vygotsky, somos seres que dependemos da troca com o meio para aprendermos e nos desenvolvermos enquanto sujeito. Pegando então esse gancho fica a pergunta de como a escola vai conseguir criar um mecanismo que possa validar esse meio social, sua história de vida, suas peculiaridades, de maneira que consiga garantir o direito de aprender dos alunos? Segundo Milet é justamente através da pratica pedagógica do orientador educacional, que esse direito será garantido. É justamente a capacidade de “sair” da escola, e entrar no cotidiano, na comunidade, na vida dos alunos que faz com que o orientador educacional possa criar uma educação que valoriza o contexto social e assim conseguir o processo educacional. Assim o aluno então passará a ter mais interesse pois porque o assunto estará diretamente ligado com a vida dele.
ResponderExcluirPodemos perceber isso na fala da autora, que diz: “dificilmente o aluno aprende, se os conhecimentos transmitidos não são significativos para ele, seja esse aluno pertencente à classe trabalhadora ou não. Mas o que se verifica é que os conteúdos programáticos, a linguagem, as normas escolares, as regras de conduta são estabelecidas em harmonia com os valores das camadas médias da população. Em nossa sociedade, qualquer que seja o lugar em que esteja localizada, qualquer que seja a população atendida, a escola veicula os padrões dominantes como sendo os padrões ideais a ser atingidos por todos, indiscriminadamente. Individualismo, competição, “modos” ao sentar e ao falar passividade, obediência e respeito à hierarquia, são algumas das imposições que a escola costuma fazer aos alunos ao contrário do espírito de coletividade, da cooperação, de espontaneidade e do respeito mútuo, características dos segmentos de baixa renda da população. Como se pode verificar, o aluno pobre está mesmo destinado ao fracasso, tal a estranheza que a escola lhe inspira (MILET, 2001, p.48-49).
MILET, R.M.L. Um trabalho integrado: Supervisão Educacional/Orientação Educacional. In: ALVES, N.; GARCIA, R.L. (orgas). O fazer e o pensar dos supervisores e orientadores educacionais. 7ª ed. São Paulo: Loyola, 2001, p.57-61