Atividade 4) Elabore uma pesquisa de opinião com os profissionais da
área de educação (docentes, diretores, funcionários, OE, OP/SE) sobre a necessidade dos profissionais (Supervisor Escolar ou Orientador Pedagógico e Orientador Educacional) na escola básica.
Qual a sua opinião sobre a necessidade de profissionais como Orientador Educacional, Pedagógico e Supervisor Escolar na educação básica?
ResponderExcluirPAULA SILVA (Or. Pedagógica – R.M. Duque de Caxias) - Bem, eu acredito que tais profissionais são essenciais na vida da escola. São eles que articulam pontos estratégicos, tais como: a formação em serviço dos professores, estratégias de ensino, projetos, eventos e etc. Esses profissionais têm por missão pensar a escola e articular tal discussão com seus pares.
CAROLINA SILVA (OE – R.M. Belford Roxo) - Esses profissionais têm a responsabilidade de articular todo o trabalho desenvolvido na escola, visando sempre o trabalho integrado (docentes, discentes e responsáveis) dentro de uma linha pedagógica que norteará o trabalho, a qual deve estar ligada ao PPP da escola garantindo assim uma prática democrática, envolvendo todos os atores do contexto escolar. Infelizmente, o que vemos, são orientadores e supervisores que impõem suas ideias e perspectivas ao grupo; professores que são meramente cumpridores de programas educacionais previamente estabelecidos em PPPs descontextualizados ou elaborados sem a sua participação, e responsáveis inconscientes da importância da sua participação não só na vida escolar dos alunos como na gestão da escola pública.
REJANE CAVALCANTI (Or. Pedagógica – R.M. Duque de Caxias) – Processos educativos se efetivam a partir de intervenções na realidade de determinado sujeito ou grupo. Neste sentido, é possível afirmar que equipes técnico-pedagógicas, assim como educadores de outros ambientes educativos (“extra-classes”) que atuam junto a estes alunos em diferentes momentos, colaboram com o alcance de objetivos lançados por professores junto a estes alunos. Isso se deve ao fato de que seus princípios de ações convergem em um mesmo eixo de construção de conhecimentos, procedimentos e atitudes formativas destes educandos.
No que se refere especificamente aos pedagogos envolvidos neste processo, é comum a todos os sistemas de ensino, princípios pelos quais a ação educativa de cada unidade de ensino, turmas e professores, se estabeleçam a partir de uma mesma proposta pedagógica, princípio filosófico e compromisso social. Tais aspectos são garantidos pela atuação destes agentes, que não só operam sobre princípios mais abrangentes como estes, mas de igual modo, se dedicam a favorecer o processo ensino-aprendizagem em seus espaços de atuação. Tal empenho se traduz no compromisso contínuo com as realidades postas, que podem se traduzir em ações diversas, na busca de soluções a dificuldades de aprendizagens, conflitos de relacionamento, adequação de condutas, ou outros mais que se mostrem enquanto entrave ao processo proposto.
Efetivamente, o trabalho destes pedagogos se consolida na medida em que sua ação seja fruto de um processo político-pedagógico construído de forma coletiva e igualitária, em princípios de respeito a todos os envolvidos, sendo o professor o maior colaborador para que sua (nossa) ação seja eficaz. Desta forma, o processo de ensino-aprendizagem é, efetivamente, responsabilidade de múltiplos agentes, sendo por isso necessário o reconhecimento por parte de cada envolvido, uma contínua reflexão, superação e respeito; visto que, são os múltiplos saberes que constroem os caminhos mais eficazes.
Entrevistador: Thiago Spinelli
ResponderExcluirEntrevistadas:
Luciana Leitão Di Puglia / Orientadora Educacional / Escola: Pingüim ( Educação Infantil e Fundamental)
Adriele Dias / Professora / C.M. Germinal da Vila
Vick Senre / Agente auxiliar / Be Happy
1- Qual é o maior desafio que você encontrava como orientadora educacional?
Luciana: A minha maior dificuldade era conseguir com que os múltiplos funcionários da educação conseguissem trabalhar de uma Meira entrosada. Muitas vezes encontramos numa mesma escola posturas diferentes, não só no que tange as propostas pedagógicas e didáticas, mas também posturas políticas e filosóficas.
2- Como você vê a participação dos pais no processo de ensino aprendizagem?
Luciana: Considero a participação dos pais extremamente importante. Baseada em minha formação e em minha pratica profissional, nós da escola não conseguimos criar uma educação reflexiva, critica e cidadã sem a presença dos pais. Dessa forma posso dizer que os pais que participam mais da vida escolar do filho, auxiliam muito no desenvolvimento dele. Os alunos que possuem uma capacidade de reflexão possuem caráter critico e uma boa relação com a escola são justamente filhos daqueles pais que participam.
3- Como você vê a pratica da orientação educacional no mercado educacional hoje?
Luciana: Acho que já evoluímos muito, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Ainda existem alguns preconceitos, e trabalhar com uma gestão participativa, democrática ainda é um desafio para mim. Mas isso se deve a sociedade que estamos vivendo hoje. As pessoas estão cada vez mais individualistas, e com a configuração dos especialistas, muita coisa se distanciou.
Adriele: Acho que o mercado ainda não conseguiu na pratica entender o papel de um orientador educacional. É muito comum ver orientadores educacionais desenvolvendo papeis secundários, muitas vezes ate como diretora adjunta ou auxiliar administrativo.
Vick: Não sei dizer ao certo, pois nas escolas em que eu trabalhei nunca teve alguma.